Spotify squads

O que é o modelo Spotify Squads? Entenda aqui!

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Gerenciar projetos com metodologias ágeis é um grande passo rumo à eficiência e organização em empresas. A partir dessa escolha, é possível administrar melhor os prazos, os custos, o pessoal e até mesmo os possíveis riscos. Contudo, em alguns casos, os métodos disponíveis parecem não satisfazer a demanda e precisam ser adaptados e customizados.

Isso fica ainda mais evidente quando a gestão encara a necessidade de interdisciplinaridade. Ou seja, é preciso, além de aplicar Agile, garantir que as equipes internas trabalhem bem e se comuniquem, combinando conhecimentos e áreas diferentes. Para lidar com essa complexidade, surgiram os spotify squads, estratégia ágil do Spotify para controlar os processos de produção e manutenção da plataforma deles.

Essa divisão das equipes internas se tornou bem famosa. Por isso, vamos entender o que é possível aprender com a filosofia da empresa sueca. Acompanhe e descubra!

O que são spotify squads?

Os spotify squads são grupos interdisciplinares que compõem a organização atual do Spotify. A estratégia foi uma forma de manter os princípios e a filosofia das metodologias ágeis, de maneira independente de métodos específicos.

Afinal, depois de utilizar o Scrum por algum tempo, a startup percebeu que o crescimento de seus grupos estava se tornando um problema. Precisavam pensar em novas abordagens para estruturar melhor a empresa, portanto.

Assim, eles dividiram todo o seu time em squads de até 8 pessoas. Esses pequenos times contêm pessoas com diferentes responsabilidades, como um analista de qualidade, um desenvolvedor e um designer, por exemplo. Além disso, cada squad é responsável por uma funcionalidade ou uma parte da plataforma, com o dever de desenvolver, lançar, testar e manter essa parte.

Essas responsabilidades variam entre funcionalidades diretas no sistema final ou simplesmente uma base arquitetural para auxiliar outros squads. Alguns escopos são focados, por exemplo, em partes da aplicação principal, como a busca. Outros, por sua vez, cuidam da infraestrutura base para o resto da empresa.

Nessa nova abordagem, cada grupo tem autonomia a fim de escolher a forma como trabalha. Contudo, há uma preocupação muito grande com a combinação entre alinhamento e independência. Sendo assim, líderes até orientam os colaboradores sobre o que fazer, mas cada squad toma a decisão acerca de como fazer.

Com relação aos cargos do Scrum, temos uma principal mudança: o Scrum Master vira o Agile Coach. Contudo, o Product Owner continua sendo relevante, como um líder do squad, que decide o que será feito e o que será priorizado. Além disso, os pilares ágeis são mantidos intactos: entregas contínuas, entregas de partes menores e automação de testes para torná-los frequentes também.

O interessante é que esses grupos também compartilham tarefas. O código que é trabalhado internamente é mantido em modelo open-source, ou seja, qualquer parte pode ser modificada por qualquer membro de qualquer time. Em complemento, existe uma cultura de peer code review, que basicamente garante que as modificações sejam revisadas por outro grupo de pessoas.

Quais os elementos que compõem?

Uma vez que a empresa desenvolveu esse modelo, ela precisava lidar com um problema: o de fechar os grupos em seus silos e impedir a comunicação com outros squads. Para isso, pensou-se uma estrutura ainda mais completa, composta por chapters, guilds e tribes. 

As tribes são conjuntos de squads que lidam com um projeto inteiro. Enquanto os grupos menores focam uma parte específica, as tribes reúnem esses times para comunicação. É fundamental destacar que as tribes constituem uma estrutura matricial, com as squads sendo as colunas. Se existem colunas, temos as linhas também, que são justamente os chapters.

Os chapters são conjuntos de pessoas com a mesma competência e responsabilidade profissional, comandados por um líder. Ou seja, existe o chapter dos designers, o chapter dos desenvolvedores, entre outros. Isso permite que os profissionais se mantenham em contato com outros de sua área, mesmo entre diferentes times. Funciona quase como um departamento, da estrutura tradicional.

Por fim, temos as guilds, que unem pessoas de diferentes squads, tribes e chapters para compartilhamento de informações e de conhecimento prático. É como uma comunidade focada em algum tipo de habilidade e tecnologia específica.

O importante diferencial é que, enquanto chapters e squads são obrigatórios para os profissionais, uma guild apresenta caráter voluntário — qualquer pessoa pode deixar de participar sempre que quiser.

Quais as vantagens?

A prova do sucesso dessa estratégia são os benefícios que esta abordagem trouxe para o Spotify e para outras corporações que investiram nela. Vamos conhecer então esses benefícios.

Agilidade nas tomadas de decisão

Um dos aspectos é a agilidade nas decisões. Considere, por exemplo, uma estrutura antiga, departamental e não ágil: para cada decisão, é preciso esperar burocraticamente por gerentes e líderes, que muitas vezes nem estão em contato direto com o que está acontecendo no dia a dia. Nas squads, as escolhas são feitas a nível local, pelo líder focado na funcionalidade e responsabilidade do grupo.

Essa mudança gera agilidade e rapidez para que os times consigam trabalhar e entregar resultados de qualidade. Tudo flui de forma mais ágil, sem burocracia e gargalos de comunicação. Os grupos trabalham de forma independente e simultânea, de modo a contribuir para satisfazer as demandas internas.

Como falamos, em cada squad a maneira de trabalhar é de escolha do Product Owner. Assim, as metodologias escolhidas e as tecnologias variam bastante a depender do grupo, o que gera uma diversidade interessante e possibilita que o colaborador contribua com o melhor, trabalhando com o que for conveniente para ele.

Colaboração e aprendizado entre os membros

Outra grande vantagem desse método é que ele não prende as pessoas em grupos fechados apenas.

Ao contrário de outras alternativas, os profissionais se mantêm conectados com diferentes pessoas da empresa, com a capacidade de colaborar e aprender com cada um deles. Os membros se comunicam com seu squad, com a tribe, com seu chapter e também com a guild, de modo a extrair conhecimento desses níveis.

Especialmente nas guilds, que são voltadas especificamente para o aprendizado e para a evolução intelectual dos funcionários.

Flexibilidade e escalabilidade

A ideia do Spotify foi desenvolver uma estrutura que mantivesse vivos os pilares ágeis, e eles conseguiram. Os squads otimizam a flexibilidade interna, tornando a empresa adaptável a diferentes níveis de demanda, principalmente com a avaliação dos próprios métodos. Além disso, fica mais fácil crescer de uma forma segura e eficiente, com a adição de novos membros à organização.

Dessa maneira, a empresa se mantém competitiva e moderna, ao prezar pelos ideais ágeis e otimizar a velocidade de produção.

Como vimos, os spotify squads representam uma mudança efetiva no modo de dividir equipes internamente para gerar melhores resultados. Com o trabalho em times menores, responsabilidades específicas e entregas constantes, é possível reduzir a pressão por resultados sobre os colaboradores, de modo a maximizar a produtividade deles.

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