Homem aplicando conceitos de bi

O que é BI? Entenda tudo a respeito de Business Intelligence!

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Gerenciar um projeto ou uma empresa significa tomar decisões o tempo todo. Mesmo que isso seja uma constante em diferentes empresas, a estratégia utilizada para chegar à base das escolhas varia. Muitos ainda confiam bastante na intuição e nas próprias experiências, mesmo que isso envolva riscos que as organizações não podem mais correr.

Cada passo deve ser calculado com a certeza de que vai funcionar. Nesse sentido, é importante entender o que é BI (Business Intelligence) e como esse conceito ajuda na coleta e na organização de dados confiáveis para apoiar a tomada de decisão.

Vale a pena também ficar atento às aplicações do termo, suas vantagens e as diferenças para outras expressões igualmente relevantes, como Big Data e Data Analytics. Para aprender mais sobre o universo do BI, acompanhe nosso conteúdo até o final. Boa leitura!

O que é BI?

O Business Intelligence (inteligência de negócios) é um conjunto de técnicas, ferramentas e estratégias que visam coletar, organizar, interpretar e monitorar dados, de modo a gerar insights que ajudem nas decisões de gestão. Ou seja, são soluções de software que ajudam diretamente no gerenciamento estratégico da empresa, impulsionando o cumprimento de metas e reforçando o planejamento.

Assim, é possível obter uma visão completa da empresa e garantir o monitoramento de atividades ou processos. O BI é focado em coleta de dados, análise e visualização. O objetivo é processar grandes massas de dados, extraídos de diferentes fontes, para realizar estudos aprofundados sobre atividades, operações e projetos.

Isso pode ser aplicado para conhecer o comportamento dos clientes ou prever demandas de produtos, por exemplo. As ferramentas geram relatórios, mapas, gráficos e outras formas de visualização que permitem entender o estado da empresa como um todo, padrões e tendências.

Na etapa de visualização, destacam-se também os mecanismos de filtro e consulta que permitem segmentar os dados. Assim, os resultados são organizados de acordo com aquilo que a empresa quer compreender no momento.

Em suma, o principal objetivo do Business Intelligence é transformar dados brutos em informações valiosas, que ajudem nas decisões da empresa. Assim, é possível responder perguntas acerca do histórico e do futuro das operações.

Exemplos práticos

Exemplos do uso de BI não faltam. A Seleção Alemã de Futebol, por exemplo, usou uma grande concentração de dados táticos para otimizar seus resultados na Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil.

Com métricas como velocidade dos jogadores e qualidade das jogadas, eles conseguiam decidir a escalação para cada partida e estratégias para vencer os jogos. Como resultado, foram campeões mundiais naquele ano.

A empresa Avon também implantou o BI para otimizar seus processos recentemente. Depois de um período de mais de um ano, deixaram de fazer escolhas com base puramente em intuição e experiência para baseá-las em dados sólidos e fundamentos confiáveis. Assim, avançaram no mercado e se adaptaram a uma tendência praticamente obrigatória dos nossos tempos.

Como surgiu o Business Intelligence?

Há um tempo, tomar decisões baseadas na intuição e no achismo era algo comum dentro das empresas. Sempre que uma nova oportunidade surgia, os gestores tinham que confiar na própria experiência e tentar adivinhar qual era o melhor caminho a ser tomado.

Quando procuravam entender e estudar diferentes cenários, esse se tornava um caminho moroso e não muito eficiente. A razão para isso é que todas as análises eram baseadas em lembranças aleatórias de situações passadas, o famoso “feeling”. Nada ajudava a projetar com precisão o que poderia acontecer no futuro.

Foi em meio a esse contexto que surgiu o que as pessoas chamam de Inteligência de Negócios, ou simplesmente BI. O conceito foi criado em meados dos anos 80, por um instituto de pesquisa e análise de TI, o Gartner Group. Mas para chegar até esse ponto, uma jornada precisou ser percorrida.

Oriente Médio

Na verdade, a técnica do BI é utilizada desde tempos muito mais remotos. No Oriente Médio antigo as pessoas já usavam os dados que tinham sobre o vento, a temperatura, a umidade do ar e até a altura das marés para analisar as condições climáticas e tentar prever a situação para os próximos dias. O resultado? Plantios e pescas muito mais eficientes.

Anos 1960

Na década de 60, as empresas começaram a abrir os olhos para a importância desse tipo de análise. Afinal, elas dispunham de uma quantidade enorme de dados dos seus processos e perceberam que podiam usá-los em seu benefício para aumentar os lucros. Logo depois, nos anos 70, foi desenvolvida uma nova forma de armazenar dados: o Sistema Gerenciador de Banco de Dados.

Anos 1980

A formulação do conceito do BI na década de 80 deu o pontapé necessário para aprimorar a prática. Então, na década seguinte surgiu o Data Warehouse, um “depósito” digital de informações detalhadas de uma empresa. A partir desses dados, era possível criar relatórios que ajudavam a tomar decisões sobre o futuro.

Anos 2000

Mas foi só em meados dos anos 2000 que os conceitos de Sistema de Suporte à Decisão emergiram, junto de uma infinidade de planilhas eletrônicas, geradores de relatórios, subconjuntos de dados, OLAP (Online Analytical Processing) e diversos outros. Havia sido dada a largada à utilização de dados como fonte confiável para uma tomada de decisão organizacional mais eficaz e inteligente.

É claro que isso acabou beneficiando muita gente. A prática de cruzar informações para tentar entender tendências de cenários futuros foi se difundindo e se aprimorando ao longo dos anos. Tanto que chegou até o que as empresas utilizam hoje e se tornou um recurso crucial desde as decisões mais básicas até — e principalmente — para aquelas mais relevantes para um negócio.

Anos 2010/2020

Os últimos anos tem sido marcados pela explosão na geração de dados e os sistemas de BI evoluíram para se tornar ferramentas mais amigáveis e oferecidas como serviço (SaaS) de forma a permitir o BI self-service, no qual as ferramentas estão disponíveis para que qualquer um possa construir suas próprias análises.

O futuro do BI

A tendência é que o BI ocupe cada vez mais espaço, facilitando as escolhas empresariais e otimizando seus resultados. Observar o caminho que o mercado está tomando é importante para criar respostas rápidas e aproveitar o melhor retorno possível, por isso, as expectativas sobre o uso desse recurso são grandes e incluem:

  • transformação de dados em estratégias;
  • habilidades relacionadas ao uso de dados em todos os cargos e funções;
  • análises preditivas e prescritivas;
  • inteligência colaborativa;
  • monitoramento da concorrência.

Quais são as aplicações do BI?

Veremos neste tópico como o Business Intelligence pode impactar o negócio em diversas áreas. Vamos lá?

RH

No setor de RH, as ferramentas de BI são aplicadas na escolha dos melhores profissionais para os projetos da empresa. Caso haja um banco de talentos, é possível cruzar informações dos currículos e das características dos candidatos com as necessidades da vaga, a fim de otimizar essa combinação e garantir a pessoa certa para o trabalho.

Vendas

No departamento de vendas, por sua vez, o sistema ajuda a conhecer o mercado e a entender as demandas de consumo por parte dos clientes, segmentando melhor as ofertas. Nesse sentido, é possível estudar quem são os compradores e fazer vendas cruzadas (oferecendo produtos adicionais) com mais eficácia.

Além disso, dá para analisar o histórico de transações, o fluxo de produtos e o estoque em busca de padrões ou descobertas interessantes. Em um ERP, por exemplo, o BI esclarece o estado das vendas e as contas a pagar e a receber, eliminando problemas na visualização de indicadores.

Marketing

As campanhas do marketing também são fortemente beneficiadas pelo BI. A coleta e a análise de dados possibilita uma previsão de sucesso ou fracasso das estratégias do setor, pois permite um cruzamento com informações do mercado e do comportamento dos clientes.

Com a integração de dados de diferentes fontes, como um CRM e redes sociais, a empresa conhece melhor o público e pode personalizar as ações do marketing para garantir um relacionamento mais próximo, que leve às vendas. Afinal, isso permite aos gestores conhecerem os principais gatilhos de seus clientes, de modo a explorarem isso a favor da companhia.

Atendimento ao cliente

Ainda nesse sentido, temos também as melhorias no atendimento ao cliente. O tom da conversa, a escolha de palavras e outras características do suporte podem ser personalizados de acordo com o conhecimento da organização acerca de seus clientes.

Quais vantagens o BI proporciona a um negócio?

Agora, vamos examinar as principais vantagens do BI para as organizações.

Predição de tendências

O Business Intelligence envolve algumas avaliações específicas que ajudam os líderes a desenvolverem uma visão adequada do negócio. Uma delas é justamente a análise preditiva, que permite prever tendências e padrões futuros que vão impactar a empresa de alguma forma, seja uma boa oportunidade em determinada área, seja um risco em algum projeto.

Com um projeto de análise preditiva, o BI suporta e otimiza o planejamento estratégico, possibilitando que a corporação veja com antecedência o que pode acontecer e já se prepare. Esse tipo de estudo está associado aos modelos prescritivos, que partem dos resultados preditivos para determinar as consequências dos fatos futuros e o que deve ser feito diante dessa previsão.

Análise de mercado

O benchmarking também fica mais fácil quando a companhia conta com ferramentas de análise de dados. Afinal, dá para estudar o mercado de maneira profunda, unindo dados diversos e explorando diferentes dimensões. Dessa maneira, a empresa identifica tendências que os concorrentes seguem e descobre para onde o mercado está indo, o que serve como base para buscar conformidade.

Uso de métricas

Como vimos, o uso de uma ferramenta de inteligência de negócios está associado ao acompanhamento de métricas e indicadores relevantes. A grande vantagem do BI é a possibilidade de seguir esses índices de forma clara, visualizando perfeitamente como eles mudam e identificando as principais causas para as variações.

Se há um problema logístico, com algum indicador apresentando resultados ruins, a empresa consegue trabalhar essa questão ao máximo, analisando os dados com filtros específicos, visualizando gráficos e relatórios e detectando os erros que levaram ao transtorno. Com isso, a gestão tem o que precisa para tomar uma decisão e voltar a obter bons números.

Impacto na experiência do cliente

O Business Intelligence também é essencial para otimizar a experiência dos clientes. Como falamos no tópico anterior, o sistema coleta e analisa dados a fim de gerar insights sobre preferências ou comportamentos dos consumidores, permitindo a criação de serviços e estratégias alinhadas às suas necessidades.

A principal consequência disso é a fidelização dos clientes. Uma vez que percebem que a empresa deseja gerar valor para eles em todas as etapas do relacionamento comercial, passam a confiar mais na companhia e a comprar de maneira recorrente.

Otimização de processos

Vale destacar também a otimização dos processos internos. Ao contar com mais dados disponíveis e uma análise profunda e inteligente, a organização é capaz de detectar problemas ou pontos falhos nos processos, a fim de aprimorar a forma como trabalha. Com o acompanhamento dos indicadores, essa análise fica ainda mais clara e efetiva.

Escalabilidade

Ferramentas de BI são preparadas para lidar com quantidades crescentes de dados. Por isso, a escalabilidade é um dos pontos positivos, o que ajuda as companhias a se adaptarem à velocidade da geração de informações. Não há problemas de indisponibilidade ou falta de acesso, mesmo com o aumento da escala.

Colaboração e compartilhamento

As soluções de BI também contribuem com o trabalho em equipe. Afinal, elas permitem que os colaboradores compartilhem dados entre si facilmente, garantindo que todos atuem alinhados. O BI ajuda a democratizar as informações, de modo que os interessados consigam visualizar o que é relevante para eles.

Redução de custos

Com melhores decisões, há redução de custos. Afinal, a empresa pode trabalhar na busca por eficiência, minimização dos desperdícios e prevenção de incidentes que poderiam causar descontrole nos gastos. Assim, é possível assegurar mais dinheiro para investimentos em necessidades e oportunidades interessantes.

Compreensão das causas dos problemas

Entre as análises que podem ser feitas com o BI, destaca-se a descritiva, que busca representar o estado da companhia com variáveis importantes. Além dela, existe a análise diagnóstica, que visa explicar as causas e descrever com mais detalhes os eventos anteriores.

A grande vantagem é poder entender, com clareza e transparência, o que levou aos problemas atuais. Desse modo, a organização se torna apta a trabalhar com mais cautela, tendo o passado como conselheiro para as ações do futuro e sabendo de seus pontos fracos ou possíveis riscos.

Auxílio nos projetos

O Business Intelligence tem grandes implicações em projetos também. Com esses sistemas, as equipes gerenciam melhor os cronogramas, obtendo estimativas precisas de prazos e previsão de riscos, crises ou mudanças. As decisões são amparadas em dados sólidos e confiáveis.

Assim, é possível desenvolver melhor o escopo de projeto e de produto. Ou seja, a empresa garante a melhoria e a evolução dos processos de trabalho, além do alinhamento às necessidades dos clientes, de modo a otimizar os resultados.

Agilidade nas decisões

Outro fator associado ao BI é a agilidade. O tempo é uma questão que pesa bastante quando o líder precisa tomar sua decisão. Afinal, dependendo da velocidade, os problemas podem ser mitigados e as oportunidades, aproveitadas.

Nesse sentido, uma ferramenta de BI é importante, pois ajuda as empresas a terem o que precisam para fazer escolhas em tempo real. Em suma, o Business Intelligence ajuda a tomar decisões corretas e rápidas.

Com a capacidade de monitoramento, a gestão não perde nada de relevante e consegue intervir rapidamente nos cenários, de modo a obter o melhor resultado possível. O que possibilita essa velocidade é justamente a automação e o poder dos algoritmos em processar quantidades enormes de dados.

Vantagem competitiva

Todos esses benefícios cooperam com o avanço do negócio no mercado e o destaque competitivo. Em outras palavras, a companhia consegue conquistar mais clientes e crescer, pois sai na frente dos concorrentes por conta da agilidade e da efetividade de suas decisões. Como não há tempo a perder, as empresas precisam disso para se manter fortes.

Quais são os principais problemas e barreiras na implementação do BI?

O BI não está livre de enfrentar seus próprios desafios, principalmente na fase de implementação. Por isso, é preciso estar ciente de que você poderá encarar algumas dificuldades durante ou depois do processo de adaptação. É importante estar atento a isso desde o início para evitar que essas inconformidades se agravem.

Resistência às mudanças

Os maiores problemas estão relacionados principalmente às mudanças que ocorrem na cultura organizacional. Muitas pessoas apresentam uma grande resistência a novidades, especialmente quando elas incluem o uso de tecnologia. Seja por não terem conhecimento técnico ou não entenderem muito bem os benefícios do BI, a primeira reação pode ser a negação, a não adoção da nova ferramenta e indicadores.

Mas isso não diz respeito apenas à equipe. Muitos diretores, executivos e até gestores podem tentar abandonar o barco no meio do caminho por não terem clareza de onde o processo os levará. Para muitos deles, “as planilhas dão conta do recado”. Porém, é preciso esclarecer o quanto gráficos, dashboards interativos e a automatização da geração de relatórios contribuirão para melhores resultados.

Manutenção de Controles em Paralelo

Além disso, é necessário ficar atento ao uso paralelo de outras ferramentas de acompanhamento. Como estão acostumados a utilizar as tradicionais planilhas para consultar informações, é possível que os profissionais continuem fazê-lo por um bom tempo, afinal, é algo enraizado. Nesses casos, cabe mostrar que é possível ter acesso a dados muito mais atualizados, contextualizados e eficazes por meio do BI.

Além de prejudicar a produtividade, controles em paralelo podem fazer com que a informação mais atualizada não seja registradas nas fontes de origem do BI, o que o torna pouco efetivo.

Implementação Deficiente

É claro que alguns cuidados técnicos também são importantes para o bom funcionamento do sistema e, consequentemente, para comprovar a sua eficiência. Adotar um número muito grande de indicadores, por exemplo, sem saber como priorizá-los pode aumentar o trabalho e atrapalhar a análise de dados importantes. Isso dá a impressão equivocada de que a prática é ineficiente, quando não é.

Para superar esse tipo de problema, é necessário contar com uma fonte limpa de dados, indicadores relevantes e processos padronizados. Dessa forma, o BI terá efeito sobre todos os setores, consequentemente impactando as vendas e a lucratividade do negócio. Isso ajudará as pessoas a entenderem sua relevância.

Em resumo, é preciso prestar atenção com a usabilidade e garantir que todos os dados necessários estejam disponíveis e íntegros.

Com paciência e dedicação, toda a equipe acaba percebendo o quanto o BI pode ser vantajoso, especialmente no longo prazo. Para isso, será preciso compartilhar conhecimento, orientar sobre o uso das ferramentas e mostrar a diferença nos resultados alcançados.

Como implementar o BI na minha empresa?

Para quem deseja implantar o BI, é importante saber que existe uma jornada pela frente. Assim, o ideal é tomar cuidado com os processos e as etapas a fim de garantir uma implementação organizada e bem-sucedida.

Inicialmente, é interessante executar um mapeamento das necessidades da empresa em termos de inteligência de negócios. Ou seja, é preciso definir os indicadores que serão acompanhados e qual será a função do BI no âmbito da organização. Com essa ideia clara, é possível avançar e buscar uma solução exata para as necessidades apresentadas.

Então, a companhia deve definir as fontes dos dados. Esse é um passo associado ao anterior, pois permite visualizar as informações a serem analisadas pela solução de Business Intelligence e avaliar como será a integração com outros sistemas. Serão dados de CRM, ERP e redes sociais? Planilhas?

Em seguida, a empresa precisa de uma ferramenta específica. É importante pesquisar para entender como cada uma funciona e de que forma se encaixa às necessidades identificadas.

Depois que o sistema for selecionado, é hora de criar o planejamento da instalação propriamente dita, com um cronograma das fases. Vale também focar a preparação dos colaboradores e sua adaptação à aplicação nova. Afinal, é essencial envolver a equipe em todos os momentos, garantindo alinhamento e o êxito do processo.

No projeto de implementação, metodologias ágeis podem ser usadas para dividir o trabalho em etapas menores e garantir transparência acerca do que tem de ser feito. Assim, o tempo é reduzido, há menos erros e a colaboração de todos os envolvidos se torna mais efetiva.

Por essa razão, é fundamental entender a diferença entre a metodologia ágil e a tradicional a fim de compreender como uma gestão de projetos mais ágil pode ser benéfica.

Como fazer a integração entre BI com CRM e ERP?

O ERP e o CRM são dois sistemas extremamente relevantes. Afinal, eles reúnem informações cruciais para o negócio e podem gerar muito mais valor quando integrados ao BI.

O ERP é o sistema de gestão empresarial que centraliza e gerencia as informações de processos e setores da empresa, facilitando o acesso tanto para os gestores quanto para a equipe. Além de centralizar as informações, ele permite a padronização de processos e melhor eficiência.

O CRM, por sua vez, reúne todas aquelas informações captadas sobre os clientes, para organizá-las e fornecê-las de uma maneira simples e concisa. Seu objetivo é usar esses dados para agir de maneira estratégica e superar as expectativas do público.

Ou seja, o BI pode unificar as informações dos dois sistemas, além de outras fontes de dados, unificando todos os dados em um mesmo ambiente, de modo que eles façam sentido entre si e sejam úteis e fáceis de acessar. Em resumo, isto funciona assim:

  • as bases de dados do ERP e CRM reúnem dados relevantes para toda a empresa;
  • o BI coleta, organiza e trata tais dados, gerando informações úteis para a tomada de decisão.

Reunir e cruzar todas essas informações gera benefícios realmente atrativos, como:

  • análises mais completas e eficientes;
  • informações atualizadas em tempo real;
  • mais eficácia e melhor desempenho no trabalho;
  • identificação de problemas e oportunidades;
  • relatórios customizados;
  • avaliação aprofundada dos clientes, alinhada com a estratégia empresarial;
  • aperfeiçoamento constante dos processos internos.

O que é o self-service BI?

O self-service BI é um conceito importante dentro dessa grande onda de informações e uma tendência emergente. Trata-se de uma modalidade de autoatendimento em relação ao consumo de dados sem depender, necessariamente, da equipe de TI para chegar até eles.

Esse conceito significa uma ferramenta de fácil acesso, com interface intuitiva, que pode ser controlada e gerenciada por qualquer colaborador sem arcabouço técnico — e não somente pelos especializados em ciência de dados. Assim, existe menos pressão sobre o departamento de TI, com menor necessidade de intervenção dos profissionais de tecnologia. TI passa a se preocupar mais em disponibilizar as fontes de dados e os próprios usuários finais podem construir suas análises.

Com isto, as equipes dos diferentes departamentos podem acessar suas métricas, visualizar informações relevantes e gerar relatórios sempre que precisarem, de maneira prática. Em minutos, é possível para criar um dashboard inteiro. Além disso, a gestão pode controlar o acesso de cada um e autorizar a visualização de forma segmentada, o que otimiza ainda mais o trabalho de todos.

O objetivo principal dessa solução é tornar todos os níveis hierárquicos de uma empresa mais independentes e inteligentes. Isso significa que todos poderão criar seus próprios relatórios com base na sua demanda, acessando respostas úteis de uma forma rápida.

Se o profissional tem as informações necessárias para tomar a decisão mais inteligente possível, então ele também tem autonomia para fazer isso sem recorrer a outra pessoa. Com isso, os processos se tornam muito mais ágeis e menos burocráticos. Isso tudo sem falar no grande benefício por trás do vasto compartilhamento de dados e insights entre os usuários.

O Power BI é uma solução self-service BI. Com a possibilidade de realizar uma análise de dados personalizada, criar relatórios com informações integradas e apresentar atualizações em tempo real, é possível afirmar que ele viabiliza uma análise de cenários em profundidade. E o melhor: isso pode ser feito por qualquer usuário.

A facilidade em usar um dos planos do Power BI está justamente no fato de todos os seus recursos serem dinâmicos e totalmente operacionalizados por dashboards intuitivos e conectados com diversas fontes de dados. Para simplificar ainda mais, os painéis podem ser acessados de diferentes dispositivos móveis. Isso proporciona mobilidade e eficiência tanto no acesso quanto no cruzamento de dados.

Qual é a relação entre BI, Big Data e Data Analytics?

Por mais que sejam parecidos, esses conceitos apresentam algumas diferenças claras. O Big Data é o conjunto de dados estruturados e não estruturados, gerados em tempo real e a partir de diferentes fontes. Uma de suas características é o conjunto de Vs: valor, veracidade, volume, velocidade e variedade. Isso significa que os dados:

  • são valiosos quando analisados;
  • precisam ser verdadeiros para que façam sentido;
  • são gerados em grande quantidade e alta velocidade;
  • estão disponíveis em diversos formatos — vídeos, imagens, texto etc;
  • são produzidos em sistemas internos, redes sociais e outras fontes.

Em suma, o Big Data envolve dados massivos que são analisados por outras ferramentas. O Data Analytics, por sua vez, se preocupa com a compreensão dessas informações e a busca por insights ou tendências neles. Trata-se de um conjunto de métodos para levantar perguntas relevantes em uma base de dados e produzir hipóteses.

Já o Business Intelligence compreende os mecanismos e sistemas que discutimos ao longo deste conteúdo: aqueles que buscam estudar informações para otimizar a tomada de decisão. Portanto, é um método de análise mais prático e voltado para gerar respostas aos líderes e apoiar as estratégias de negócio.

O Data Analytics engloba o BI, mas o BI é mais específico. Pode-se entender Data Analytics como uma área mais ampla, cujo foco é aprender com os dados e tentar assimilar suas tendências. Já o BI é voltado para uma visão de mercado e as necessidades reais de um negócio, representadas por indicadores monitorados em tempo real.

Qual é a diferença entre Business Intelligence e Data Science?

Do ponto de vista do negócio, Business Intelligence e Data Science são muito similares, pois ambos têm por objetivo apoiar o processo de decisão das empresas com base em dados.

De forma simples, a diferença fundamental é que quando falamos em Business Intelligence, o foco está em analisar dados históricos, utilizando modelos, fórmulas e KPI’s conhecidos, enquanto em Data Science, os dados são utilizados para gerar previsões sem uma fórmula conhecida (Data Science vs Business Intelligence: same but completely different, Maxim Scherbak).

Quais são os principais erros ao implementar o BI na empresa?

Apesar de ser uma solução extremamente vantajosa, como em qualquer tecnologia, podem haver implantações boas ou ruins. Para que você não precise aprender pelo método de erro e acerto, vamos alistar os principais aspectos que acabam sendo negligenciados na implementação.

Falta de planejamento

Saber o que é BI não é o suficiente para ter sucesso com a prática. Não se trata apenas de comprar, instalar e rodar um software; vai muito além disso. Você precisa compreender antecipadamente quais são seus objetivos ao integrar essa nova solução. Do contrário, jamais saberá se obteve sucesso ou não com o investimento.

É necessário ter em mente com o que o BI poderá contribuir, afinal, isso é que ajudará você a definir as métricas e os indicadores certos para acompanhar seus resultados. Nesse caso, o melhor a fazer é procurar uma consultoria especializada, com experiência na área, para orientar o processo de implementação.

Repositórios de dados ineficientes

Quando você opta por trabalhar com BI, é preciso ter clareza de que os dados são a matéria-prima. Assim, o sucesso da implementação dessa ferramenta também depende da qualidade das informações de que você dispõe.

Investir em um repositório de dados confiável, vasto, integrado e atualizado é fundamental para que você não caia em informações redundantes ou irrelevantes para a tomada de decisão. Portanto, cuide disso antes mesmo de implementar o software.

Muitas vezes são necessários ajustes nos processos e sistemas de origem de forma a melhorar a qualidade das informações e consequentemente as análises.

Não integrar as ferramentas

A pior coisa que você pode fazer durante a implementação do BI é não fornecer ao sistema todos os dados necessários. Afinal, isso vai empobrecer significativamente a sua análise e a consequente geração de insights. Por isso, é fundamental integrar os dados de todas as fontes de informação importantes para o contexto, para que as suas entregas sejam as mais completas possíveis.

Toda ferramenta usada é uma fonte rica de informações: ERP, CRM, WMS, automação de marketing, gestão de projetos e assim por diante. Fontes externas podem também ser necessárias, como informações de mídias sociais, dados censitários, etc. Cada interação com clientes, fornecedores e concorrentes também pode gerar dados relevantes. Não desperdice nada.

Não ter uma equipe capacitada

Você precisará contar com um profissional ou uma equipe especializada em BI se quiser garantir a máxima eficiência na sua operacionalização. Treinar qualquer outro colaborador para desempenhar a função pode até funcionar no curto prazo, mas certamente não proporcionará todos os benefícios que você poderia usufruir.

Se montar a própria equipe ou contratar um especialista em BI parece algo impossível para a sua empresa, busque um parceiro. Isso mesmo! Terceirize essa área, conte com um time externo de especialistas, afinal, isso garantirá ainda mais expertise e um custo-benefício realmente vantajoso.

Quais são as tendências de BI para o futuro?

Mobile BI

O Mobile BI é uma das principais tendências para a inteligência de negócios. As principais plataformas de BI estão disponíveis para acesso em celulares e tablets, além de computadores, o que facilita as análises e viabiliza decisões mais rápidas. Os gestores contam com uma visão completa da empresa em suas mãos em qualquer lugar e em qualquer momento.

O principal ponto é a disponibilidade das informações. Em vez de poder acessar relatórios apenas em máquinas específicas no trabalho, por exemplo, os líderes conseguem visualizar indicadores a partir de diversos dispositivos. Essa é uma estratégia para democratizar o acesso aos dados.

Processamento de linguagem natural

Outra tendência é o processamento de linguagem natural. As tecnologias de machine learning são capazes de compreender escrita e a voz humana e entender as nuances da fala para interpretar pedidos e gerar respostas. Já é uma realidade nas principais plataformas de BI, integradas a assistentes virtuais, disponíveis em celulares e alto-falantes inteligentes.

Storytelling

Para reforçar a visualização de dados, o storytelling é outra estratégia promissora para o futuro. Ao apresentar essa funcionalidade, os sistemas contam histórias com os dados e facilitam a compreensão de colaboradores e stakeholders. A principal implicação disso é o alinhamento dos envolvidos e um estudo aprofundado da situação da empresa, sob uma perspectiva diferente.

Como histórias são capazes de gerar engajamento, o aprendizado fica mais fácil. Portanto, é menos complicado assimilar ideias e insights se eles vierem nesse formato. Inclusive, o storytelling já é uma tendência em diversas atividades e campos profissionais.

Cloud computing

Diante da demanda por alta disponibilidade, estabilidade e segurança dos dados, o BI na nuvem é uma das apostas mais seguras. Unindo a tecnologia de análise com a cloud, as empresas garantem menos custos, eficiência no uso de recursos, segurança e escalabilidade, com serviços dinâmicos que atendam às necessidades.

Além disso, a computação em nuvem oferece mecanismos de backup e criptografia para reforçar a proteção. A grande vantagem é poder acessar os sistemas de BI na internet, sem precisar instalá-los em diversos dispositivos.

Preocupação com a segurança

A preocupação com segurança e privacidade é cada vez maior, em especial por conta da aprovação de normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Se as empresas coletam mais dados e armazenam maiores quantidades de informação, devem gerenciar com maior cuidado o ciclo de vida e o uso desses conteúdos. Afinal, o objetivo é ser transparente com os titulares e usar os dados apenas para uma necessidade específica.

Um dos pontos das leis de proteção é a portabilidade. As companhias devem ser capazes de recuperar essas informações sempre que os titulares solicitarem. Por conta disso, os três pilares da segurança da informação precisam estar intactos:

  • confidencialidade, com autorização de acesso apenas para pessoas qualificadas;
  • integridade, com dados sempre limpos e em boa qualidade;
  • disponibilidade, com dados acessíveis todo o tempo.

Como vimos, o Business Intelligence é um conjunto de estratégias importantes para as empresas modernas. Com a produção de dados assumindo uma escala cada vez maior, tomar decisões com base nesse mar de informações disponíveis é uma questão de vantagem competitiva. Os benefícios são inúmeros e suportam o crescimento da companhia em curto ou longo prazo.

Como a Smart Consulting pode ajudar a sua empresa?

A Smart Consulting usa a tecnologia para melhorar a performance do seu negócio, de forma fácil e intuitiva. Nós podemos ajudar você a transformar seus dados em insights, que mudarão a forma como sua empresa toma decisões.

Que tal criar uma cultura orientada por dados? Com o Power BI você pode atribuir rapidez e confiança ao processo de tomada de decisão, graças a um conjunto de serviços que trabalham de forma integrada para tornar as informações da sua empresa mais coerentes — como o Dynamics CRM online.

Com a nossa plataforma de BI, suas informações são coletadas de diversas fontes — ERP, CRM, planilhas de Excel, bancos de dados, serviços da web — e conectadas especificamente para entregar a você os melhores insights, em apresentações visualmente envolventes e interativas.

Agora que você já sabe o que é BI e o que ele pode fazer por sua empresa, que tal dar o próximo passo? Converse com a gente e descubra a solução ideal para você!

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